Uma avaliação aprofundada da origem e disseminação da variante do Delta do SARS-CoV-2 no Brasil

Tem havido um aumento constante no número de casos de doença coronavírus (COVID-19) devido à variante Delta no Brasil. Isso foi alarmante, especialmente após o surgimento da variante P.1 (Gama) de preocupação (VOC), que se espalhou radicalmente pelo país desde janeiro de 2021, respondendo por mais de 90% dos casos semanais.

O COV da síndrome respiratória aguda grave Delta coronavírus 2 (SARS-CoV-2), que se originou na Índia, agora se espalhou por todo o mundo e contribuiu para um aumento relevante nas hospitalizações e mortes. No entanto, sua origem e disseminação no Brasil ainda permanecem obscuras.

Estude: SARS-CoV-2 Delta variante preocupante no Brasil – múltiplas introduções, transmissão comunitária e primeiros sinais de evolução local. Crédito de imagem: malazzama / Shutterstock.com

A falta de informações sobre a atividade da variante Delta no Brasil ocorre apesar de relatos frequentes de casos isolados em diferentes estados brasileiros, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Minas Gerais (MG), Rio Grande do Sul (RS) ), Tocantins (TO), Paraná (PR), Goiás (GO) e Maranhão (MA).

Pesquisadores brasileiros de diferentes instituições de ensino colaboraram para caracterizar a disseminação do Delta VOC no Brasil e avaliar seu surgimento na filogenia global Delta. Os pesquisadores deste estudo, que foi publicado no servidor de pré-impressão medRxiv*, também caracterizou o perfil mutacional do maior clado dentro da Delta VOCs brasileira, com foco em amostras obtidas no Estado de São Paulo, especialmente na cidade de São Paulo, que é a maior metrópole da América do Sul, além de uma nacional e centro de transporte internacional.

O surgimento do Delta VOC no Brasil e sua avaliação filogenética

Os pesquisadores obtiveram todas as amostras positivas para SARS-CoV-2 do Laboratory Platform for Coronavirus Diagnosis, que foi estabelecido pelo Instituto Butantan. Os pesquisadores então selecionaram aleatoriamente e sequenciaram cerca de 7-10% de cada semana epidemiológica (epiweek) para genotipagem com valores de limiar de ciclo (Ct) até 35. Em seguida, os pesquisadores extraíram o material de ácido ribonucléico mensageiro (mRNA) das amostras e realizaram diagnósticos moleculares para avaliar os VOCs.

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Os primeiros casos relatados de infecções por VOC Delta no Brasil foram rastreados até um navio cargueiro que partiu da Malásia em 27 de março de 2021 e tinha uma conexão na África do Sul que havia chegado ao Brasil em 14 de maio de 2021. Este navio transportava mais de 20 tripulantes , seis dos quais foram positivos para Delta. Também foi detectado que causou transmissão na comunidade.

Os pesquisadores detectaram pelo menos quatro cadeias de transmissão comunitárias independentes em relação ao estado, uma em cada uma delas no RJ, GO, MA, PR. Eles observaram simultaneamente que algumas amostras do mesmo estado pertenciam a diferentes clados. Por exemplo, amostras de SP nos clados III e V, enquanto RJ foi detectado nos clados III e VI e PR nos clados I e V. Tomados em conjunto, esses achados sugerem modos múltiplos de introdução na população brasileira.

São Paulo, que é a maior cidade dos continentes americanos, teve amostras positivas principalmente nos bairros do norte. A primeira amostra coletada na cidade de São Paulo no final de junho de 2021 foi na região sudeste da Grande São Paulo, onde se supôs ter chegado por meio da Secretaria Regional de Saúde de Taubaté do RJ. Até a semana 29, 84 amostras foram detectadas em seis Delegacias Regionais de Saúde distintas junto ao estado de São Paulo, indicando que a Delta VOC está em constante aumento, onerando o sistema de saúde do país e evitando a neutralização baseada em vacinas.

Implicações do estudo

Ao analisar o impacto da disseminação do Delta VOC no Brasil, os pesquisadores concluíram que houve pelo menos 10 introduções diferentes de Delta VOC que se espalharam por oito estados brasileiros no primeiro semestre de 2021. Quatro cadeias de transmissão aparentemente não relacionadas foram identificadas no estados de São Paulo, Paraná, Goiás e Maranhão, que validou a presença e transmissão da Delta VOC no Brasil.

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Finalmente, a mutação localmente fixada (ORF1ab: T4087I) que alterou um aminoácido hidrofílico por um hidrofóbico, também foi observada em um relatório publicado anteriormente. Este achado sugere o surgimento de variantes locais que poderiam causar mais danos evitando a proteção baseada em vacinas.

Embora as análises preliminares indiquem que as vacinas SARS-CoV-2 usadas em todo o país podem oferecer proteção contra o Delta VOC, a introdução de qualquer VOC em um país exige atenção significativa. Essas avaliações relativas ao surgimento, evolução e disseminação com base na comunidade da Delta VOC no Brasil seriam um bom exemplo para estudos futuros sobre outros VOCs em diferentes partes do mundo. Juntos, esses resultados ajudarão a reduzir a carga sobre o sistema de saúde e a melhorar as estratégias de vacinação.

*Notícia importante

medRxiv publica relatórios científicos preliminares que não são revisados ​​por pares e, portanto, não devem ser considerados conclusivos, orientar a prática clínica / comportamento relacionado à saúde ou tratados como informações estabelecidas

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