UE fica mais rígida com pimenta-do-reino do Brasil e amendoim da Índia

A Comissão Europeia intensificou os controles sobre a pimenta-do-reino do Brasil por causa da Salmonella e o amendoim da Índia por causa das aflatoxinas.

Estes e outros produtos que entram na União Europeia vindos de países não pertencentes à UE estão agora sujeitos a um aumento temporário dos controlos oficiais. A legislação revisada também viu algumas verificações se tornarem menos rígidas.

A base das mudanças é a ocorrência de incidentes relatados por meio do Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (RASFF) e informações de controles oficiais realizados pelos Estados membros em alimentos e rações de origem não animal.

Controles mais rígidos
A frequência de verificações físicas e de identidade da pimenta-do-reino do Brasil aumentou de 20% para 50%. Tal deve-se ao grande número de não conformidades com os requisitos da UE para a contaminação por Salmonella detectadas durante os controlos oficiais em 2019 e no início de 2020 e ao elevado número de relatórios no RASFF durante esse período.

Este ano, houve 28 relatos RASFF de Salmonella em pimenta-do-reino do Brasil, com a maioria relatada pela Alemanha. Os serótipos incluem Rubislaw, Infantis, Saintpaul, Coeln, Matadi, Gaminara e Javiana.

A frequência de verificação física e de identidade de amendoim, também conhecido como amendoim, da Índia por causa das aflatoxinas também subiu de 10% para 50%. A verificação de resíduos de pesticidas da Tailândia em pimentas da espécie Capsicum, exceto doce, aumentará de 10% para 20%.

Os pimentões da Turquia já estão listados no regulamento devido ao risco de contaminação por resíduos de pesticidas, mas isso foi alterado para abranger todos os pimentões da espécie Capsicum.

Medidas reduzidas
As verificações sobre goji berries da China por causa de resíduos de pesticidas e uvas secas da Turquia por causa da ocratoxina A foram relaxadas devido à melhoria na conformidade no segundo semestre de 2019 e no primeiro trimestre de 2020.

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Para o amendoim do Brasil, a taxa de verificação de identidade e física foi fixada em 10 por cento devido ao risco de contaminação por aflatoxinas. A frequência de não conformidade com as regras da UE durante os controles oficiais diminuiu no segundo semestre de 2019 e permaneceu em níveis baixos nos primeiros meses de 2020. Os controles deste produto da China devido ao mesmo problema também estão em 10 por cento.

A frequência das verificações físicas e de identidade de avelãs da Turquia por causa das aflatoxinas foi reduzida para 5 por cento.

Alimentos que contêm folhas de bétel originárias ou enviadas de Bangladesh foram proibidos desde junho de 2014 devido à contaminação por Salmonella. No entanto, a Comissão Europeia aprovou um plano de ação apresentado por Bangladesh em julho de 2020, abrangendo todas as etapas da cadeia de produção. A frequência das verificações físicas e de identidade será definida em 50 por cento.

Alimentos que consistem em grãos secos da Nigéria permanecem suspensos devido a preocupações com resíduos de pesticidas. Amendoim e pistache dos Estados Unidos estão sendo examinados para aflatoxinas a uma taxa de 10 por cento.

Outros produtos ainda sujeitos a um aumento temporário nos controles incluem amendoim da Bolívia por causa das aflatoxinas com controles com uma frequência de 50 por cento; pimentões da China por causa da Salmonella a uma taxa de 20 por cento; sementes de gergelim da Etiópia por causa da Salmonella em 50 por cento; óleo de palma de Gana por causa dos corantes do Sudão em 50 por cento e nabos do Líbano por causa da rodamina B com uma frequência de 50 por cento.

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