O número de mortes no Uruguai dispara com o vírus na América do Sul

BUENOS AIRES – Durante a maior parte do ano passado, o Uruguai foi apontado como um exemplo para impedir que o coronavírus se espalhe amplamente, enquanto os países vizinhos lutam com o número crescente de mortes.

A sorte do Uruguai acabou. Na última semana, a pequena taxa de mortalidade per capita Covid-19 da pequena nação sul-americana foi a mais alta do mundo, de acordo com dados compilados pelo The New York Times.

Na quarta-feira, pelo menos 3.252 pessoas morreram por causa da Covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde do Uruguai, e o número diário de mortos era de cerca de 50 na semana passada.

Seis dos 11 países com as maiores taxas de mortalidade per capita estão na América do Sul, uma região onde a pandemia está deixando um saldo brutal de desemprego, pobreza e fome crescentes. Em sua maioria, os países da região não conseguiram adquirir vacinas suficientes para inocular suas populações rapidamente.

As taxas de contágio no Uruguai começaram a aumentar em novembro e dispararam nos últimos meses, aparentemente alimentado por uma variante altamente contagiosa identificada pela primeira vez no Brasil no ano passado.

“No Uruguai, é como se tivéssemos duas pandemias, uma até novembro de 2020, quando tudo estava sob controle, e outra a partir de novembro, com a chegada da primeira onda ao país”, disse José Luis Satdjian, o deputado secretário do Ministério da Saúde.

O país com a segunda maior taxa de mortalidade per capita é o vizinho Paraguai, que também teve relativo sucesso na contenção do vírus durante grande parte do ano passado, mas agora se encontra em uma crise que se agrava.

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Os especialistas associam o aumento acentuado de casos no Uruguai à variante do vírus P.1 do Brasil.

“Temos um novo player no sistema e é a variante brasileira, que penetrou em nosso país de forma tão agressiva”, disse Satdjian.

O Uruguai fechou fortemente suas fronteiras no início da pandemia, mas as cidades ao longo da fronteira com o Brasil são efetivamente binacionais e permaneceram porosas.

O surto tem sobrecarregado hospitais no Uruguai, que tem uma população de 3,5 milhões.

Em 1º de março, o Uruguai tinha 76 pacientes com Covid-19 em unidades de terapia intensiva. Nesta semana, mais de 530 profissionais médicos atenderam, segundo o Dr. Julio Pontet, presidente da Sociedade Uruguaia de Medicina Intensiva e chefe do departamento de terapia intensiva do Hospital Pasteur, em Montevidéu, capital.

Esse número é ligeiramente inferior ao pico no início de maio, mas os especialistas ainda não viram um declínio constante que possa indicar uma tendência.

“Ainda é muito cedo para chegar à conclusão de que já começamos a melhorar, estamos em um alto platô de casos”, disse Pontet.

Apesar do contínuo alto número de casos, há otimismo de que o país conseguirá controlar a situação em breve, pois é um dos poucos na região que tem conseguido avançar rapidamente em sua campanha de vacinação. Cerca de um quarto da população foi totalmente imunizada.

“Esperamos que o número de casos graves comece a diminuir no final de maio”, disse Pontet.

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