No Brasil, uma start-up de favela entrega parcelas onde outras pessoas temem pisar

SÃO PAULO, 1 de dezembro (Reuters) – Por anos, esse labirinto de becos estreitos e casas de blocos de concreto precariamente empilhadas estava fora dos limites para empresas brasileiras de entrega de comércio eletrônico, consideradas intransitáveis ​​e perigosas.

Mesmo com o boom dos pedidos pela Internet durante a pandemia, os residentes de Paraisópolis, uma comunidade pobre de 100.000 habitantes no coração de São Paulo, muitas vezes tinham seus códigos postais rejeitados quando chegavam ao checkout online.

“Eles bloquearam esta região, considerando-a uma área de risco”, disse o morador Givanildo Pereira Bastos, de 21 anos, em uma entrevista ao Reuters Next.

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Para resolver o problema, Pereira fundou a Favela Brasil Xpress, uma empresa de entregas que quer ir aonde os outros não vão.

Os pacotes chegam a um centro de distribuição antes de serem classificados e entregues ao destino final, às vezes navegando nas ruas estreitas de tuk-tuk ou bicicleta. Na ocasião, as entregas devem ser feitas a pé.

O Favela Brasil Xpress possui 90 funcionários em Paraisópolis, todos moradores da comunidade. Em todo o país, a empresa atua em mais de meia dúzia de comunidades informais pobres – conhecidas como favelas – nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Pereira espera expandir ainda mais.

“Não tínhamos ideia de quanto os moradores da favela consomem por meio do comércio eletrônico”, disse Pereira. “Só em Paraisópolis, são cerca de 800 entregas por dia”.

Mas encontrar endereços nem sempre é fácil, mesmo para um morador como Pereira.

“Até eu tive dificuldade para fazer as entregas”, disse ele, lembrando do atraso na localização da casa de um homem que esperava há quatro meses por uma máquina de pagamento com cartão. Quando chegou, o negócio do homem estava fechado.

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Pereira espera que sua empresa possa contribuir para reduzir a desigualdade aqui.

“Não queremos que haja dois Brasis. … Queremos viver em um Brasil, onde um morador de favela tem os mesmos direitos que alguém que vive em um bairro rico.”

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Reportagem de Leonardo Benassatto, Reportagem adicional de Patricia Vilas Boas, Escrita de Stephen Eisenhammer; Edição de Richard Chang

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