Megaseca, derretimento de geleiras e desmatamento assolam a América Latina e o Caribe

GENEBRA — Da Amazônia aos Andes e às profundezas nevadas da Patagônia, o clima extremo e as mudanças climáticas estão causando megaseca, chuvas extremas, desmatamento e derretimento de geleiras em toda a região da América Latina e Caribe (ALC), de acordo com um relatório da ONU publicado na sexta-feira.

Em seu Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2021, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) destaca as repercussões de longo alcance para os ecossistemas, segurança alimentar e hídrica, saúde humana e pobreza.

“O relatório mostra que os riscos hidrometeorológicos, incluindo secas, ondas de calor, ondas de frio, ciclones tropicais e inundações, infelizmente levaram à perda de centenas de vidas, danos graves à produção agrícola e infraestrutura e deslocamento humano”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri. Taalas.

A mudança climática está ameaçando sistemas vitais na região, que já estão se aproximando de condições críticas, causando danos potencialmente irreversíveis.

O relatório revelou que, desde a década de 1980, as geleiras nos Andes tropicais perderam 30% ou mais de sua área – com uma tendência de balanço de massa negativo durante o período de monitoramento 1990-2020.

No Peru, alguns perderam mais de 50% de sua área.

O recuo das geleiras e a correspondente perda de massa de gelo aumentam o risco de escassez de água para as pessoas nos Andes e seus ecossistemas.

“Para muitas cidades andinas, o derretimento das geleiras representa a perda de uma fonte significativa de água doce atualmente usada para uso doméstico, irrigação e energia hidrelétrica”, disse o chefe da OMM.

De acordo com o relatório, o desmatamento na floresta amazônica brasileira dobrou em relação à média de 2009-2018 e atingiu seu nível mais alto desde 2009.

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Cerca de 22% a mais de área florestal foi perdida no ano passado, em comparação com o ano anterior – um golpe tanto para o meio ambiente quanto para a mitigação das mudanças climáticas.

“Na América do Sul, a contínua degradação da floresta amazônica ainda está sendo destacada como uma grande preocupação para a região, mas também para o clima global, considerando o papel da floresta no ciclo do carbono”, disse o alto funcionário da OMM.

Enquanto isso, chuvas recordes no ano passado provocaram enchentes e deslizamentos de terra que causaram centenas de mortes, deixaram dezenas de milhares de casas destruídas ou danificadas e centenas de milhares de pessoas deslocadas.

Enchentes e deslizamentos de terra nos estados brasileiros da Bahia e Minas Gerais levaram a uma perda estimada de US$ 3,1 bilhões.

Os níveis regionais do mar subiram a uma taxa mais rápida do que em outras partes do mundo, principalmente ao longo da costa atlântica da América do Sul ao sul do equador, e no Atlântico Norte subtropical e no Golfo do México.

A elevação do mar contamina aquíferos de água doce, corrói as costas, inunda áreas baixas e aumenta os riscos de tempestades, ameaçando as populações costeiras.

“Espera-se que o aumento do nível do mar e o aquecimento dos oceanos continuem afetando os meios de subsistência costeiros, turismo, saúde, alimentação, energia e segurança hídrica, particularmente em pequenas ilhas e países da América Central”, alertou Taalas.

Na América do Sul em geral, as condições de seca levaram a um declínio de 2,6% durante a safra de cereais 2020-2021 em comparação com a temporada anterior, segundo o relatório.

E a chamada Mega Seca Central do Chile, que já dura 13 anos, é a mais longa seca na região em mil anos.

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Além disso, uma seca de vários anos na Bacia Paraná-La Plata, a pior desde 1944, está afetando o centro-sul do Brasil e partes do Paraguai e da Bolívia.

Os danos agrícolas que causou, como a redução da produção de soja e milho, afetaram os mercados agrícolas globais.

“O agravamento das mudanças climáticas… Caribe (CEPAL).

O relatório, que descreve como o clima extremo continuará afetando negativamente a saúde humana e os ecossistemas naturais, pode informar a política climática e a tomada de decisões.

“Não importa como seja tomada, a ação deve ser informada pela ciência”, ressaltou. — Notícias da ONU

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