Governo de Bolsonaro é acusado de censurar exame escolar brasileiro

O presidente Jair Bolsonaro afastou a polêmica na terça-feira sobre alegações de que seu governo censurou perguntas no exame final do ensino médio no Brasil, dizendo que estava orgulhoso de que o teste agora estava começando a “se parecer com este governo”.

O presidente de extrema direita há muito critica o que vê como viés de esquerda no Exame Nacional do Ensino Médio, ou ENEM, o teste padronizado que os estudantes brasileiros fazem no final do ensino médio e que desempenha um papel fundamental para serem admitidos na universidade.

A disputa começou na semana passada, quando 37 funcionários do ministério da educação renunciaram semanas do teste, programado para 21 e 28 de novembro.

Alguns alegaram, no domingo, em uma entrevista para a TV, falando sob condição de anonimato, que seus superiores os forçaram a mudar as questões do exame, sujeitando-os a “pressão intolerável” e “assédio”.

Um disse que seu chefe exigiu que mais de 20 questões fossem removidas do exame de 180 questões, que apresenta em sua maioria questões de múltipla escolha em matemática, ciências, história, linguagem e outras disciplinas.

“Eram principalmente questões que tratavam da história recente do país”, disse o ex-oficial à TV Globo, dizendo que duas novas versões do teste teriam que ser elaboradas.

Bolsonaro frequentemente atacou o preconceito político e cultural percebido no ENEM, acusações rejeitadas por especialistas em educação.

Pouco depois de vencer a eleição presidencial de 2018, ele atacou com uma pergunta sobre a história LGBT, dizendo: “Não se preocupe, no ano que vem não haverá mais perguntas como essa.”

Em janeiro passado, ele criticou uma pergunta sobre a grande diferença salarial entre as maiores estrelas do futebol brasileiro masculino e feminino, Neymar e Marta.

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“Ainda há algumas perguntas ridículas, comparando uma mulher e um homem jogando futebol. Não há comparação. O futebol feminino ainda não é uma realidade no Brasil”, disse.

Maior artilheira de todos os tempos em torneios da Copa do Mundo – masculino ou feminino – Marta foi eleita a melhor jogadora do mundo seis vezes.

Minimizando a última polêmica, Bolsonaro disse durante uma viagem a Dubai que considerou a mudança no exame uma realização.

“Os questionamentos do ENEM estão começando a se assemelhar a esta administração”, disse.

O comentário gerou protestos no Brasil, levando parlamentares da oposição a anunciar que ordenariam que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, comparecesse ao Congresso para responder a acusações de censura governamental ao exame.

lg / jhb / mlm

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