Brasil e Argentina podem fazer vacinas de mRNA na América Latina

A palavra “COVID-19” é refletida em uma gota em uma agulha de seringa nesta ilustração tirada em 9 de novembro de 2020. REUTERS / Dado Ruvic / Ilustração

BRASÍLIA, 21 de setembro (Reuters) – A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) selecionou dois centros biomédicos na Argentina e no Brasil como centros regionais para desenvolver e produzir vacinas baseadas em mRNA para combater o COVID-19 na América Latina, disse a agência regional de saúde na terça-feira.

A ideia é aproveitar as capacidades de fabricação existentes para ajudar a transferir a tecnologia de vacinas desenvolvida pela Moderna (MRNA.O) nos Estados Unidos para uma região gravemente atingida pelo coronavírus e ainda sem acesso a vacinas suficientes.

O Instituto Bio-Manguinhos de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz, o principal laboratório biomédico do Brasil, foi escolhido por sua história de fabricação de vacinas e já fez “avanços promissores” no desenvolvimento da tecnologia de vacinas de mRNA, disse a OPAS. Sinergium Biotech, uma empresa biofarmacêutica do setor privado, foi selecionada como o centro na Argentina e fará parceria com o laboratório farmacêutico mAbxience do mesmo grupo para desenvolver e fabricar ingredientes ativos de vacinas.

A filial das Américas da Organização Mundial da Saúde disse que a fabricação de vacinas deve beneficiar toda a região, com distribuição financiada pelo Fundo Rotativo da OPAS.

Um esforço semelhante na África para desenvolver a produção da vacina COVID-19 replicando a injeção da Moderna foi retardado por negociações com a empresa dos EUA, disse um funcionário da OMS à Reuters na semana passada.

A Moderna disse em outubro que não aplicaria patentes relacionadas à vacina durante a pandemia, aumentando a esperança de que outras empresas possam copiar sua vacina e ajudar a impulsionar a produção global.

READ  Cyberpunk 2077: as ações da CD Projekt despencam após a retirada do jogo PSN

Na prática, porém, é difícil replicar uma vacina sem as informações sobre como ela é feita, e o centro de transferência de tecnologia apoiado pela OMS na África do Sul ainda não chegou a um acordo com a empresa.

A região das Américas sofreu o maior impacto das infecções por COVID-19 até o momento, com 87,6 milhões de casos registrados e mais de 2,16 milhões de vidas perdidas. No entanto, a distribuição da vacina continua desigual, disse a OPAS, com poucos países da região alcançando a meta de 40% de vacinas para o fim do ano estabelecida pela OMS.

Reportagem de Anthony Boadle Edição de Marguerita Choy

Nossos padrões: Princípios de confiança da Thomson Reuters.

Teremos o maior prazer em ouvir seus pensamentos

Deixe uma Comentário


Copyright © N1 Sergipe.
n1sergipe.com.br is a participant in the Amazon Services LLC Associates Program, an affiliate advertising program designed to provide a means for sites to earn advertising fees by advertising and linking to Amazon.com.br. Amazon, the Amazon logo, AmazonSupply, and the AmazonSupply logo are trademarks of Amazon.com, Inc. or its affiliates.
….
N1 Sergipe