Análise: frustração com resultados não apaga bom cartão de visita de Ceni que espelhava o Flamengo em 2019 | Flamengo

O quanto um treinador é capaz de interferir no desempenho de uma equipe em pouco mais de 24 horas de trabalho? O Rogério Ceni mostrou muito isso. Mesmo que fosse necessário reabrir uma gaveta de boas lembranças na mente dos jogadores do Flamengo.

Flamengo x São Paulo – Copa do Brasil – Foto: André Durão

O resultado da estreia do novo comandante é frustrante – ainda mais devido às circunstâncias. Mas o time que vai ao Morumbi na próxima quarta-feira para tentar reverter o São Paulo por 2 a 1 nas quartas de final da Copa do Brasil flertou com o passado vitorioso, o que basta para aumentar as esperanças do torcedor.

Em entrevista coletiva, Rogério Ceni despojou-se da vaidade e admitiu: imitou o Flamengo de Jorge Jesus com dicas de seu trabalho em Fortaleza para apresentar uma nova cara após o trabalho frustrante e apático de Domènec Torrent. Funcionou como uma performance.

Você se lembra daqueles termos que o torcedor se acostumou a repetir em 2019: linha alta, time compacto, intensidade e mobilidade? O Flamengo teve tudo no duelo do Maracanã. Era outro time.

E os números ajudam a apresentar uma equipe mais intensa, vertical e, acima de tudo, segura. O Flamengo fechou o primeiro tempo sem permitir que o São Paulo chegasse a finalizar o gol de Diego Alves. O antídoto para a frágil equipe de dias atrás fez efeito.

Números do Flamengo x São Paulo

  • Posse de bola: 50% x 50%
  • Acabamento: 12 x 4
  • Chutes a gol: 6 x 3
  • Grandes chances: 3 x 2
  • Passes trocados: 438 x 426
  • Faltas cometidas: 10 x 15
  • Escanteio: 7 x 4

Aos 90 minutos, foram 12 finalizações contra 4, igualdade na posse de bola, mas com mais passes trocados (438 x 426) e futebol imponente na maior parte do confronto. O erro grosseiro de Hugo puniu uma equipe que fez mais para vencer.

Melhores momentos: Flamengo 1 x 2 São Paulo nas quartas de final da Copa do Brasil

Com linhas fechadas e altas, o Flamengo aproveitou o espaço de um São Paulo que pecou na saída da bola. Mudar de posição após um trabalho de 100 dias, entretanto, tem um preço. Gustavo Henrique demorou a ler o passe de Gabriel Sara, recuou e deu o primeiro gol a Brener.

Em geral, entretanto, a defesa rubro-negra se saiu bem. Gustavo Henrique e Léo Pereira pareciam confortáveis ​​e mais protegidos.

Do meio para a frente, um posicionamento do Flamengo versão 2019 e com claras sinalizações de Rogério Ceni nas disputas por posição. Arão, Gerson e Maia lutam por duas vagas, além de Gabriel, Pedro e Bruno Henrique.

Gabigol joga na saída de Volpi – Foto: André Durão

Michael e Vitinho foram escolhas que surpreenderam e funcionaram como meias abertas que se infiltram. Mas é claro que Ribeiro e Arrascaeta serão intocáveis ​​sempre que estiverem em condições no esquema do ex-goleiro.

A mobilidade característica da equipe de Jesus e a liberdade para os dois atacantes falarem sem tanta atribuição defensiva também foi perceptível. Gabigol e Bruno Henrique até comemoraram a festa da fusão: passe de um, gol de outro.

A derrota com gol no final e o fracasso do xodó caiu como uma tempestade para o torcedor do Flamengo. A previsão, no entanto, parece boa para o futuro próximo.

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