A JBS do Brasil comprou 301.000 cabeças de gado de fazendas “irregulares” na Amazônia, apurou a auditoria

A logomarca do frigorífico brasileiro JBS SA é vista na cidade de Jundiaí, Brasil, 1º de junho de 2017. REUTERS / Paulo Whitaker

SÃO PAULO, 7 de outubro (Reuters) – Quase um terço do gado comprado pela JBS SA (JBSS3.SA) no estado do Pará, na Amazônia brasileira, veio de fazendas com “irregularidades” como desmatamento ilegal, constataram promotores em auditoria de 2020 da o maior frigorífico do mundo lançado na quinta-feira.

Em apresentação, o Ministério Público Federal disse estar “negociando melhorias” com empresas como a JBS com desempenho “insatisfatório e piorando” na auditoria, que analisou as transações de gado entre janeiro de 2018 e junho de 2019.

Em nota, a JBS disse que a auditoria mudou alguns de seus critérios, impactando os resultados. Os promotores disseram que nada mudou em sua metodologia ou na forma como auditam as empresas.

A JBS também reconheceu a necessidade de implementar “medidas adicionais para reforçar seu trabalho de due diligence no estado” e disse que investirá 5 milhões de reais ($ 908.265) para melhorar a sustentabilidade de sua cadeia de suprimentos.

A auditoria de 2020 não encontrou irregularidades relacionadas às compras de gado do Minerva (BEEF3.SA), o maior exportador de carne bovina da América do Sul e um importante rival da JBS, mostrou a apresentação.

A pecuária é um dos principais motores do desmatamento na floresta amazônica e os resultados da auditoria aumentam a preocupação de que a JBS esteja contribuindo para a destruição ao comprar gado de terras desmatadas ilegalmente.

A Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, é um baluarte crucial contra as mudanças climáticas devido ao carbono que absorve e armazena.

A JBS, junto com outros grandes frigoríficos, chegou a um acordo com o Ministério Público em 2013, no qual as empresas concordaram em não comprar gado de fazendas que foram desmatadas ilegalmente desde 2008 ou que estavam na lista negra por crimes ambientais.

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As empresas também concordaram em parar de comprar gado de fazendeiros na lista negra por envolvimento com trabalho escravo, ocupação de terras indígenas e violação de preservação ambiental.

O acordo foi inicialmente celebrado por contribuir para uma queda acentuada no desmatamento, mas nos últimos anos tem atraído crescentes críticas de ambientalistas por falta de força. Embora os promotores tenham o poder de multar as empresas por falta de conformidade, eles optaram por não fazê-lo e preferiram trabalhar com frigoríficos para melhorar seus resultados.

Os promotores que monitoraram esse acordo no Pará constataram que a JBS havia melhorado seu cumprimento em auditoria de 2019, quando 8% do gado comprado pela empresa vinha de fazendas com “irregularidades”, ante 19% em auditoria de 2018.

No entanto, essa proporção saltou para 32% – ou mais de 300.000 cabeças de gado – na auditoria de 2020 apresentada na quinta-feira.

($ 1 = 5.5050 reais)

Reportagem de Ana Mano Escrita de Brad Haynes Edição de Stephen Eisenhammer e Aurora Ellis

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